A PEC que propõe o fim da escala 6×1 enfrenta obstáculos para avançar no Senado e pode acabar sendo votada apenas após as eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, condicionou o andamento da proposta a uma reunião com o Presidente Lula à definição de um relator de consenso, à inclusão de mudanças sugeridas pela oposição e por representantes do setor empresarial. Entre as alterações discutidas está a incorporação de pontos da chamada “PEC do Trabalho Flexível”, que prevê a possibilidade de pagamento por hora trabalhada e acordos individuais entre empresas e funcionários. Outra proposta defendida nos bastidores seria permitir que alguns setores, especialmente o de serviços, continuem utilizando a escala 6×1.
Disputas
A tramitação também enfrenta disputas políticas internas. A escolha do relator gera divergências entre lideranças do Senado, já que o responsável pelo parecer terá influência sobre eventuais mudanças no texto. Caso a PEC seja modificada pelos senadores, ela precisará retornar à Câmara dos Deputados para nova votação, tornando improvável sua implementação antes das eleições de outubro. Além dos aspectos técnicos, o avanço da proposta está ligado à relação política entre Alcolumbre e Lula, considerada desgastada nos últimos meses. O senador tem demonstrado resistência em acelerar a votação e afirma que um tema com impacto tão amplo exige mais debate. Com o calendário legislativo reduzido pelas festas juninas, recesso parlamentar e período eleitoral, a expectativa entre parlamentares é de que a discussão se prolongue pelos próximos meses.
Curta
É POUCO! – A redução da taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano foi recebida com críticas por entidades representantes dos trabalhadores e empresas. Elas consideraram a medida insuficiente para estimular a economia e reduzir os custos. A argumentação é de que a diminuição de apenas 0,25 ponto percentual não é capaz de reverter a dificuldade financeira enfrentada pelo setor produtivo, com a política monetária prejudicando a atividade econômica e o poder de compra da população. Entende-se que juros altos encarecem financiamentos, restringem investimentos e favorecem o mercado financeiro em detrimento de áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Fonte: Fecomerciários

